Ceratocone: O que é, como diagnosticar e o seu tratamento.

Ceratocone: O que é, como diagnosticar e o seu tratamento.
junho 24, 2021

Ceratocone é uma doença que acomete a estrutura da camada mais externa do olho, a córnea. A córnea é a membrana transparente que fica à frente do colorido do olho, a íris. Causa alteração estrutural gerando baixa visual progressiva. A nossa córnea que geralmente tem uma forma esférica ou ovalada começa a se tornar algo mais parecido com um cone. Daí o nome ceratocone.

Quem é acometido por esta doença?

Não tem predileção por gênero feminino ou masculino e acomete quem já tem predisposição genética. Então se já há algum caso na família, há altas chances de algum familiar ser acometido também.

Se inicia na adolescência e geralmente evolui até os 35 anos, quando tende a estabilizar.

Muito ligado ao ato de coçar os olhos, portanto, às pessoas com rinite alérgica. Esses pacientes alérgicos têm acometimento recorrente de alergia ocular e por isso tem o hábito de coçar os olhos com recorrência também.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do ceratocone é feito através da consulta oftalmológica associada a exames complementares de avaliação da superfície ocular. Esses exames são a topografia, a paquimetria e a microscopia especular da córnea.

Na topografia é avaliada a superfície corneana, se ela se apresenta regular e com simetria. Geralmente quando ocorre o ceratocone, essa superfície apresenta irregularidades e assimetria.

O exame de paquimetria mostra a espessura corneana.  Geralmente a córnea com ceratocone é mais fina quando comparada a um paciente com a córnea normal.

Na microscopia especular podemos avaliar a camada mais interna da córnea, o endotélio, a procura de irregularidades.

Outro exame que não é rotineiro, mas é muito importante para avaliação corneana, é o exame de tomografia de córnea. Neste exame temos a avaliação da córnea como um todo, obtendo imagens simultâneas da camada interna e externa da córnea. Esse exame é muito útil na detecção de ceratocones pré-clínicos, ou seja, sem sintomas, e no acompanhamento da evolução da doença.

Qual o tratamento da Ceratocone?

O ceratocone não tem cura. Apenas controle.

No primeiro momento, deve ser realizado o acompanhamento semestral.

Para melhorar a qualidade visual pode-se utilizar óculos, principalmente quando o ceratocone não é avançado e a qualidade visual do olho afetado não está ruim.

Caso os óculos não tragam a qualidade visual necessária, pode-se utilizar as lentes de contato gelatinosas para ceratocones mais iniciais ou as lentes de contato rígidas para os ceratocones moderados e avançados. Como opção de lentes de contato rígidas, há as de gás permeáveis, semi-esclerais e esclerais.

Caso a adaptação de lentes de contato não seja satisfatória, por conta da irregularidade corneana, existe um procedimento para melhorar essa adaptação. O anel intra-estromal.

O anel intra-estromal, ou anel corneano, é um dispositivo biocompatível, feito de PMMA, que é implantado na camada média da córnea. Ele tem como objetivo a regularização da superfície corneana, facilitando a adaptação das lentes de contato. Como é feito de material inerte, não há o risco de rejeição.

Caso seja percebido, durante as consultas de acompanhamento, uma progressão do ceratocone, pode ser preciso um procedimento que visa frear a progressão, chamado crosslinking. Esse procedimento tem como objetivo fortalecer as ligações intercelulares da córnea evitando a evolução da doença e piora da acuidade visual.

Quando o ceratocone está mais avançado e os procedimentos anteriores, para a melhora da acuidade visual, já são contra-indicados, pode ser necessário o transplante de córnea. Neste procedimento, a córnea com ceratocone é substituída por uma córnea saudável de um doador. É um procedimento mais invasivo, porém com grandes taxas de sucesso. O risco de rejeição do tecido doado é mais baixo quando comparado a transplantes de outros órgãos.

O transplante de córnea tem como objetivo a melhora da acuidade visual, porém pode ser ainda necessário o uso de óculos ou lentes de contato gelatinosas ou rígidas.

A dra. Patricia Nathaly Guedes, que trabalha na clínica Americas Oftalmocenter, afirma que quanto mais cedo é detectado o ceratocone, melhores são as chances do paciente não evoluir com perda da visão. Para isso é necessário consultas oftalmológicas anuais, principalmente na adolescência, fase em que o ceratocone se inicia. Muito importante também, tratar processos alérgicos pois a evolução do ceratocone está intimamente ligada ao ato de coçar os olhos. O acompanhamento com o médico alergista também deve ser feito.

 

 

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